Arte à chuva. - Carregar a sorte

terça-feira, 28 de abril de 2015

Arte à chuva.

Decorreu no passado sábado o Festival de Primavera em Sobral de Monte Agraço, mas apesar de Abril já estar quase no fim e já estarmos quase a meio da Primavera, a tarde de sábado foi tudo menos primaveril. Uma primeira parte enxuta, mas a chuva não deu tréguas na segunda parte do festival, saíram três exemplares debaixo de chuva. Ainda assim, a praça estava composta e mesmo com condições meteorológicas pouco favoráveis, a maioria dos aficionados permaneceu até ao fim.  
Saíram à arena do Sobral seis exemplares de Assunção Coimbra.
Abriu a tarde o cavaleiro Filipe Gonçalves. Não foi, de todo, a tarde perfeita para o cavaleiro. Falhou dois compridos e um curto. No fim, a lide veio a mais, tentando emendar-se. Deu volta.
Seguiu-se Marcos Bastinhas que andou em bom nível frente a um exemplar que perseguia a montada com vontade e que transmitia depois da ferragem. Marcos Bastinhas andou com correcção, indo para cima do oponente, e fez com que a emoção chegasse às bancadas. Deu volta.
Tomás Pinto foi o último dos cavaleiros em praça. Lidou um Assunção Coimbra mais reservado. Primou pela correcção em toda a sua prestação. De destacar dois curtos de muita verdade. Cravou de alto a baixo e ao estribo. Bonito de ver e que dá vontade de aplaudir. Deu volta.
As pegas tiveram a cargo do Grupo de Forcados Amadores de Vila Franca de Xira e foram consumadas por intermédio dos forcados Francisco Faria que consumou à segunda tentativa, João Matos à primeira e António Faria concretizou uma grande pega ao segundo intento.
Diego Urdiales iniciou a segunda parte do festival. Sem se arriscar muito, recebeu por verónicas. De muleta assistiu-se a bons momentos pela mão direita, sem grandes destaques. Uma faena de valor frente a um complicado novilho. Deu volta.
O novilheiro Tomás Campos teve por diante um Assunção Coimbra que cedo descaiu para tábuas. Pouco pôde fazer, mas mérito para os muletazos que lhe conseguiu sacar. Deu volta.
Fechou a tarde Manuel Dias Gomes, sendo a sua última tarde como novilheiro. Recebeu um bom novilho Coimbra de joelhos em terra com uma larga afarolada, seguindo-se um vistoso e variado tércio de capote. Antes de iniciar com a muleta, Rogério Jóia (director de corrida) dirigiu ao novilheiro algumas palavras de apreço. Com muita entrega, raça e ganas, Manuel Dias Gomes esteve em grande nível, evidenciando bons modos e muita arte.  Deu volta.

Lisa Valadares Silva
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