Era para ser de Lux(o). - Carregar a Sorte

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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Era para ser de Lux(o).

Na passada quinta-feira o Campo Pequeno recebeu mais uma corrida, desta vez a Corrida Lux.
Era para ser de Lux(o) mas de Lux(o) houve pouca coisa porque de lux(o) também não foram os exemplares de Romão Tenório. Ou talvez terão sido de lux(o) para quem quase esgotou o Campo Pequeno mas, para mim, não foram. Foram, na generalidade, autenticas ‘tourinhas’ que tudo permitiram e que pouco transmitiram.
O veterano João Moura teve, para mim, o melhor e o pior da corrida. E começando pelas coisas boas, a lide do primeiro foi de Maestro. Cuidado na brega, sapiente no desenho das sortes, certeiro e correcto a cravar. Creio que não teve o impacto merecido nas bancadas, não por falta de emoção. O pior foi o que aconteceu com o quarto da noite. Uma lide irregular, mas que teria resultado discreta não fosse João Moura desrespeitar o “inteligente” e cravar mais e mais sem autorização. Tocaram os avisos e o cavaleiro continuou na arena. Com as bancadas dividias, entre assobios e aplausos Mouristas, lá o cavaleiro se decidiu a sair.
Pablo Hermoso Mendoza teve a passagem mais discreta por Lisboa, que eu tenha visto. Apesar da vontade do público aplaudir foram poucos os momentos propícios para tal. Com o primeiro, cumpriu na colocação da ferragem tendo chegado às bancadas com mais impacto os seus recortes. Com o segundo, apesar da classe de que é dono e senhor, cumpriu sem grandes destaques.
João Moura Jr. foi o que chegou com mais impacto às bancadas. Em qualquer uma das lides não se esqueceu que as bancadas estavam quase cheias e ligou-se muito com o público. Pediu palmas como fazem os atletas nos jogos olímpicos antes de realizarem o salto em comprimento, já João Moura Jr, pediu-as antes da colocação de alguns ferros. Mas falando do que realmente interessa, com o primeiro Moura Jr. primou pela qualidade da brega. De destaque é o segundo curto. Terminou dando distâncias e a colocação da ferragem não foi, infelizmente, da forma mais ortodoxa. Com o segundo, encurtou distâncias e houve emoção, raça e entrega. Rubricou com dois palmitos uma lide muito aplaudida.
Os três grupos de forcados em praça não tiveram uma noite fácil.
Para a cara do primeiro da noite foi João Serra, do Grupo de Tomar. Saiu lesionado e foi dobrado Luís Campino que, apesar do toiro lhe ter baixado a cara, consumou ao primeiro intento. A segunda pega deste grupo foi efectivada por João Oliveira à quinta tentativa, faltou grupo e o forcado teve braços para se aguentar praticamente sozinho.
Pelo Aposento da Chamusca, Francisco Montoya consumou à primeira uma pega que originou algum burburinho nas bancadas dada a reunião não ter sido a mais correcta. Francisco Andrade concretizou à segunda tentativa.
Pelo grupo de Portalegre, Ricardo Almeida concretizou uma pega correctíssima à primeira e António Cary à segunda, depois de na primeira ter caído a recuar.
Dirigiu a corrida o Sr. Manuel Gama que, na minha opinião, pecou por ter cedido aos protestos do público aquando da concessão de voltas no quarto toiro.
Lisa Valadares Silva