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Cartel de Madrid não esgotou Santarém.

Dia de Portugal, dia de toiros. Diego Ventura, Morante de la Puebla, El Juli e o grupo de forcados amadores de Santarém fizerem encher cerca de ¾ da Celestino Graça.
Diego Ventura abriu a tarde com um exemplar Cortes Moura e deu ao público o que ele queria ver. Andou correcto nos compridos cravados à tira e de nota mais alta foi o curto deixado em terceiro lugar. Terminou com dois palmos cravados de violino. Com o segundo, apostou nas batidas ao piton e citou em curto. Terminou bandarilhando a duas mãos e foi fortemente aplaudido.
Pelos Amadores de Santarém foram caras Francisco Graciosa que efectivou ao terciro intento e Luís Seabra que se fechou com decisão à primeira tentativa.
Morante de la Publa voltou a Portugal e começou por dar o ar da sua graça com o primeiro exemplar Nuñez del Covillo por chicuelinas e depois pouco mais se viu. Morante abreviou. Com o segundo alongou-se mais mas como sem ovos Morante não faz omoletes, viu-se um passe aqui e outro ali e não mais que isso.
El Juli foi o triunfador da tarde. Toureou dois exemplares de Gracigrande. Com o primeiro, prendeu logo a aficion por verónicas rematadas com uma meia verónica. Na muleta, meteu o público “no bolso”. Toureou por ambos os pitons e séries em circular. Eram merecidas duas voltas à arena com prémio por esta faena. Terminou a tarde com um exemplar que pouco tinha para dar, e El Juli pôs tudo. É caso para dizer que El Juli faz olmoletes sem ovos. Terminou toureando junto a tábuas. Lide muito meritória.
Era um cartel de Madrid, de Sevilha ou da Mexico, mas não esgotou Santarém.

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