Moura, Pablo e Rui Fernandes a 6 de Setembro no Campo Pequeno, "Vinte Anos Depois"

“Vinte Anos Depois” …  Podia ser o título imortalizado por Alexandre Dumas na continuação da saga de “Os três Mosqueteiros” (que afinal eram 4: D’Artagnan, Athos, Porthos e Aramis) mas não é, apesar de a história que João Moura, Pablo Hermoso de Mendoza e Rui Fernandes escreveram ao longo dos últimos vinte anos ser, toda ela, uma saga no mundo do toureio a cavalo.
A saga começa com João Moura que, aos 16 anos de idade, impôs o seu conceito de toureio a cavalo e deslumbrou Las Ventas e o mundo aficionado. Foi a 27 de Maio de 1976 e, daí em diante o toureio a cavalo jamais seria o mesmo. Moura revolucionou, criou escola e, no advento da globalização económica, introduziu a globalização no toureio a cavalo. Consequência: toureio a cavalo de escola portuguesa e rejoneio aproximam-se e, hoje em dia, tendem a fundir-se e a confundir-se.

A influência de João Moura na evolução do toureio a cavalo é um facto indiscutível e determinante. Dos seus imensos seguidores, Pablo Hermoso de Mendoza alcançou, tal como Moura, o estatuto de primeira figura mundial.

Há vinte anos despontava o jovem Rui Fernandes, igualmente cavaleiro de inspiração “Mourista” e um daqueles que mais fielmente interpreta esse conceito de toureio equestre. Vinte anos depois da alternativa que lhe foi concedida no Campo Pequeno, por João Moura, com o testemunho de Pablo Hermoso de Mendoza reúnem-se de novo para, frente a toiros da divisa António Charrua, celebrarem vinte anos de carreia de Rui Fernandes, uma das mais brilhantes da nossa história tauromáquica recente.

Data: 6 de Setembro; local: Lisboa, Praça de Toiros do Campo Pequeno; Hora: 21h45.
O cartel desta corrida completa-se com a actuação dos grupos de forcados Amadores de Évora e Amadores de Alcochete, capitaneados respectivamente por João Pedro Oliveira e Nuno Santana

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