Tiago Pamplona: É um privilégio tourear a corrida de homenagem aos Açores.

O cavaleiro Tiago Pamplona considera que “tourear no Campo Pequeno constitui um privilégio e, confirmar a alternativa na corrida de homenagem aos Açores, no dia 11 Julho, é um privilégio ainda maior”.
Tiago Pamplona terá, a confirmar-lhe a alternativa, a cavaleira Ana Batista e, por testemunhas, os cavaleiros Filipe Gonçalves, Manuel Ribeiro Telles Bastos, Miguel Moura e João Salgueiro da Costa.
Esta corrida fica igualmente marcada pelo tradicional concurso de pegas que este ano tem o aliciante da disputa do prémio para a melhor pega de caras entre dois grupos de forcados açorianos, os Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense e os Amadores do Ramo Grande e, os Amadores de Beja.
Será lidado um curro da ganadaria Jorge Carvalho, que este ano comemora as “Bodas de Ouro” da sua fundação.
Para esta importante corrida, Tiago Pamplona embarcou já, para Lisboa, os seus dois cavalos de maior confiança e terá o apoio logístico do cavaleiro Marcos Bastinhas, a cuja família os Pamplona estão ligados por fortes laços de amizade.
 “Levo dois cavalos aqui dos Açores. São cavalos seguros, que me dão muita confiança para poder deixar uma boa imagem. Conto também com mais alguns cavalos da quadra do Marcos Bastinhas por quem tenho uma grande amizade”, referiu e acrescentou que gostaria e se sente preparado para fazer mais corridas no continente.
Tiago Pamplona descende de uma família ligada ao touro e ao cavalo, de há três gerações. O seu avô, Raúl Pamplona foi cavaleiro amador, e mais tarde Director de Corridas, ao passo que seu pai, João Carlos Pamplona foi o primeiro cavaleiro açoriano de alternativa, a qual lhe foi concedida por Joaquim Bastinhas, em Angra do Heroísmo, a 21 de Junho de 1984.
Joaquim Bastinhas apadrinhou também Tiago Pamplona, na sua alternativa, facto que teve lugar igualmente em Angra do Heroísmo, a 17 de Junho de 2006. Por sua vez, Tiago Pamplona concedeu a alternativa ao seu irmão João, a 22 de Junho de 2013, em Angra do Heroísmo.

Sobre a afición açoriana disse ser “enorme, vivendo com muita paixão o ambiente do toiro e do cavalo”.
Indo um puco mais fundo na sua análise, lembrou a enorme afición que se vive nas ilhas Terceira, Graciosa e São Jorge, “cada uma com a sua dimensão, mas com uma paixão tremenda quer pela corrida de toiros como pela tauromaquia popular (tourada à corda).
Nos Açores há mais três cavaleiros de alternativa (João Miranda, Rui Lopes e Mário Miguel, que também tem a alternativa de matador de toiros), dois grupos de forcados e seis bandarilheiros e várias ganadarias, “o que para nós aficionados é um enorme orgulho”, afirmou.

A anteceder a corrida exibir-se-á a Marcha dos Veteranos da Ilha Terceira.
A corrida de homenagem à Região Autónoma dos Açores será abrilhantada pela Banda da Sociedade Filarmónica Rainha Santa Isabel, sob adirecção do Maestro Durval Festa.

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